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Gato Burmês

Guia de raças: Gato Burmês (birmanês)

Gato Burmês

Origem e história do Burmês (Birmanês)

O Gato Burmês pode ser facilmente confundido com seu ancestral “gato siamês”, e isso tudo se dá principalmente pela aparência. Porém, apesar da semelhança, essas raças são diferentes.

Quando falamos da origem do Burmês, os primeiros relatos dizem que esses eram normalmente gatos criados em templos e palácios, normalmente tendo como donos padres e demais religiosos. Quando falamos de genética, a matriarca do birmanês moderno era uma gata pequena, de cor marrom-escuro chamada Wong Mau, e a história tem duas vias, onde o seu dono Dr. Joseph Thompson teria a adquirido de um marinheiro, ou então a teria trazido de uma de suas viagens ao oriente.

A gatinha Wong Mau foi inicialmente classificada como um siamês de pelo chocolate, e na época, essa coloração de siamês era inédita. Era 1880 quando esses gatos de pelagem bronzeadas ou castanhas, com alguns pontos castanhos ou quase pretos ficaram mais conhecidos.

Porém, na comparação com o siamês legítimo, esses possuíam coloração mais clara que contrastava com seus pontos escuros, e normalmente eram preferidos pelo público e pelos criadores. Assim, o “siamês chocolate” quase desapareceram da Grã-Bretanha, mas ainda se mantinha vivos na Tailândia e na Birmânia (agora conhecida como Mianmar), onde provavelmente eram a prole de acasalamentos naturais entre siameses e gatos birmaneses de cor sólida. A gatinha Wong Mau era um deles e acabou se tornando a matriarca de duas novas raças: os birmaneses e, mais tarde, os tonquinêses.

Quem deu início a criação da nova raça foi o próprio Dr. Thompson, onde seu programa de criação contava com os criadores Virginia Cobb, Billie Gerst e ainda com o geneticista Clyde Keeler. A partir da Wong Mau surgiram gatinhos de pelo bege, marrom e chocolate, e os resultados, incluindo a descoberta do gene birmanês, foram tão interessantes que Thompson publicou um artigo sobre o assunto em 1943 em uma edição do “Journal of Heredity”, em um artigo voltado totalmente para a genética felina.

A Associação Cat Fanciers começou a reconhecer os birmaneses como raça em 1936, mas suspendeu os registros em 1947 porque os criadores ainda estavam usando siameses em seus programas de reprodução. Essa raça voltou a ser reconhecida em 1953 depois que a prática foi interrompida. Hoje o birmanês é uma raça muito popular entre amantes do gato.

Características físicas do Burmês (Birmanês)

De corpo forte, sólido e musculoso, o burmês consegue fazer esse contrate com seu pelo macio. Enquanto o birmanês original possuía uma pelagem de cor sólida marrom-escura conhecida como “sable”, ele agora já pode ser encontrado em outros tons, como azul, champanhe e platina. Essa raça além de musculosa e forte, possui um corpo compacto com uma cabeça arredondada, os olhos são grandes e expressivos em ouro ou amarelo, já as orelhas são de tamanho médio, arredondadas nas pontas e com uma pequena inclinação para frente. O pelo é curto e acetinado e costuma escurecer conforme o gato vai crescendo, o nariz e almofada das patas são castanhos.

Já a variação champanhe-colorido do birmanês possui um pelo de sombreado bege morno a um ouro pálido, o nariz é marrom claro brilhante enquanto as almofadas da pata ficam em um tom bronzeado rosado morno.

A variação dos birmaneses azuis tem um revestimento médio-azul com uma barriga ligeiramente mais clara. O nariz e as almofadas de pata são cinza ardósia. Existem ainda variações de outras cores como lilás e vermelho.

Temperamento do Burmês (Birmanês)

O birmanês é um gato enérgico e amigável. Ele tem o encanto e a determinação de seus antepassados ​​siameses, com miado suave e doce, ele passará bastante tempo tentando chamar a sua atenção. Ele ainda é muito inteligente e busca a companhia humana, então ele não é tão adequado para uma casa onde ele ficará sozinho a maior parte do dia. Se nenhum humano estiver por perto para engajar seu intelecto, certifique-se de que ele tenha ao menos a companhia de outro animal de estimação. Ele se dá bem com outros gatos e com cães, mas se você optar por mais um birmanês, eles serão melhores amigos.

O birmanês é muito curioso, e por isso você pode contar que ele irá explorar toda a casa e que conhecerá todos os seus cantos e recantos. Ele é brincalhão e permanece assim em idade adulta. Provocar sua mente inteligente com brinquedos interativos e ensinar a ele truques que ele poderá mostrar para outras pessoas é uma ótima ideia para essa raça. Além de se sentar, rolar, e acenar, ele pode aprender a buscar um brinquedo pequeno ou andar com uma coleira. Em pouco tempo ele também se acostumará a visitas ao veterinário e passeios de carro.

Se você não liga muito para a sua privacidade, o birmanês é uma ótima escolha. Este gato irá estar ao seu lado sempre, tentando participar de tudo o que você faz, seja ler o jornal, trabalhar no computador, cozinhar ou assistir televisão, obviamente ele dormirá na cama com você e tentará se aconchegar perto da sua cabeça. Quando você estiver sentado, ele estará em seu colo ou ao seu lado, esperando ansiosamente por um carinho, e se você ignorá-lo ele não deixará barato. Se houver visitas em casa, ele dará toda a atenção a elas, e muito provavelmente até quem não gosta de gatos passará a gostar do birmanês.

Se você por um acaso optar por uma fêmea, saiba que ela será ainda mais manhosa, mandona e carente de atenção. Mas independente da sua escolha, o birmanês é um gato encantador.

Saúde e Cuidados

Tanto gatos com pedigree como gatos de raça mista costumam ter problemas de saúde relacionados a sua genética. Os birmaneses são geralmente saudáveis, embora possam ser propensos à gengivite, e outro fator muito importante é que podem ser sensíveis à anestesia.

Outras doenças encontradas em birmaneses são:

Lipemia de humor aquoso, que pode causar secreção de aparência leitosa passageira no olho durante a fase filhote. Geralmente essa doença passa por conta própria.

Dermoide córnea, que é a presença de pele e pelo na superfície da córnea, podendo ser corrigido através de cirurgia.

Síndrome da dor orofacial, que pode ser percebida por movimentos exagerados na hora de lamber e mastigar. O desconforto pode aumentar quando o gato está estressado, e eles acabam perdendo o apetite e evitando refeições.

Doença vestibular periférica congênita, causando inclinação da cabeça, perda de equilíbrio, movimentos oculares rápidos e caminhar descoordenado. Além disso, essa condição pode vir acompanhada de surdez. Normalmente surge na fase filhote.

Defeito facial, observado em alguns birmaneses com uma certa anormalidade craniofacial.

Cauda dobrada, geralmente é resultado de uma deformidade do cóccix. Não causa dor ou desconforto.

Quanto aos cuidados, o pelo do birmanês é macio e curto, e por isso penteá-lo é um processo tranquilo e que deve ser feito semanalmente. Banhos raramente são necessários.

Escovar os dentes ao menos uma vez por semana é necessário para evitar a doença periodontal, mas se houver a possibilidade de escovação diária, é ainda melhor.

Os cantos dos olhos devem ser limpos sempre que necessário com a ajuda de um pano macio e úmido, usando lados diferentes desse pano para cada olho.

Mantenha a caixa de areia sempre limpa ou o birmanês irá procurar outros locais para fazer suas necessidades.

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